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Capacitação para os professores, este ano, focou em comunicação

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Os professores do Centro Universitário Facens estão em evolução constante. Além do preparo específico em suas áreas de docência, a faculdade também se empenha em oferecer cada vez mais oportunidades de capacitação. Uma dessas iniciativas é o já consolidado Conexão Docente , que mescla palestras de especialistas e workshops nos quais todos os participantes têm a chance de aprender coisas práticas que vão depois se somar à sua didática em sala de aula.

Neste ano, como explica a professora Sandra Puga, coordenadora do evento, a preocupação foi atender um pedido específico, que é a habilidade de comunicação dos docentes. Para isso eles receberam palestras e passaram por uma série de atividades voltadas à oratória, ao longo de três dias com foco nessas orientações.

“A gente recebe os resultados da autoavaliação e percebe que há professores com excelente conhecimento técnico, mas alguns deles com dificuldades de comunicação. Então, buscamos oferecer treinamento voltado a esta área”, conta Sandra Puga.

Desta vez foi dado o curso “Técnicas de Oratória Educacional com PNL”, como parte do programa “Conexão Docente”, que é realizado semestralmente, ofertando aos professores uma rica agenda de atividades e que tem como principal objetivo o aprimoramento da prática docente.

O curso Técnicas de Oratória Educacional com PNL abordou uma série de ferramentas para uma comunicação mais assertiva com os alunos, trabalhou desde exercícios para voz, compreensão da linguagem corporal, como fazer e receber feedbacks até a demonstração da importância da “escutatória dinâmica”.

O objetivo foi oferecer aos professores ferramentas para o aprimoramento da prática docente por meio da comunicação eficiente. Entre as habilidades treinadas estava a oferta de um feedback construtivo para o aluno.

A oportunidade foi dada a todos os professores da Facens, embora nem todos tenham conseguido participar. Mas a adesão foi grande, acima de 70%.

 

“Agora esperamos que os professores façam uso das ferramentas abordadas para ter uma comunicação mais eficiente com seus alunos, colegas e coordenadores. Esperamos que consigam cuidar melhor da saúde da sua voz e também que recebam e façam feedbacks de modo positivo”, avalia a professora Sandra Puga.

 

Treinamentos específicos

Antes da capacitação atual, no início de 2018, já havia sido realizada a oficina, “Encantando o Ensinar”, voltada a aspectos pedagógicos. Este último também esteve atrelado à função pedagógica, porém, com maior especificidade na área de comunicação.

“O principal objetivo da formação foi melhorar a comunicação entre professores e alunos e, assim, gerar um ambiente de aprendizado efetivo”, resume a palestrante Diana Faria, que é fonoaudióloga, especialista em voz, com mestrado em fonoaudiologia clínica, e Master Trainer Practitioner em Programação Neurolinguística.

Acostumada a oferecer este tipo de treinamento, ela explica que bons professores sabem que para a aprendizagem ocorrer existem dois pilares fundamentais: a forma de transmitir o conteúdo e as relações entre professores e alunos. “Quantos de nós já passamos pela experiência de gostar de uma disciplina que não gostávamos porque o professor conseguiu nos cativar?” O workshop buscou estimular nos professores a aquisição de mais esta habilidade.

“Escuto muitas queixas tanto por parte dos alunos quanto por parte dos professores. E o que eu percebo é que se o professor modifica o modo como se comunica, independentemente das características do aluno, a relação entre eles melhora e o aprendizado se torna efetivo. E é isso que a Programação Neurolinguística (PNL) tem a contribuir na comunicação entre as pessoas: trazer a excelência no modo de ser um comunicador”, exemplifica Diana, que também é autora do livro Muito Além do Ninho de Mafagafos: um guia de exercícios práticos para aperfeiçoar a comunicação, dos softwares educativos Coleção Pluck e do Portal Afinando o Cérebro.

Na opinião da especialista, todos têm a possibilidade de desenvolver a habilidade da oratória. Contribuem para isso exercícios fonoaudiológicos e mudanças de comportamentos propostos pela PNL. Combinando esses treinos, a comunicação se torna mais eficiente. E outro ponto fundamental, além da oratória, é desenvolver a escuta ativa na relação de ensino/aprendizagem.

Já entre os aspectos que dificultam essa troca estão a falta de consciência do impacto da comunicação corporal e do tom de voz, a dificuldade em gerar empatia entre professor e aluno, a inabilidade em dar e receber feedback, além da falta de flexibilidade quando se vai ensinar pessoas que aprendem de modo diferente daquele que o professor aprendeu.

“Somente quando acreditamos que a responsabilidade da comunicação está nas mãos (voz e corpo) de quem comunica, e quando olhamos para o aluno procurando ouvir suas necessidades reais, conseguimos flexibilizar o nosso modo de ensinar. Assim compartilhamos o conhecimento de modo leve, fluido e eficiente”, conclui.

 

Foco na relação professor-aluno

Entre os professores participantes esteve José Lazaro Ferraz, coordenador do curso de engenharia de Produção da Facens, que considerou o evento tão útil como agradável. 

“A metodologia de ensino foi bem prática e os aprendizados adquiridos poderão ser aplicados de imediato nas aulas!”, ele comemora. “O que chamou a atenção foi a motivação e dedicação dos professores para aprender e desenvolver-se visando tornar suas aulas mais atrativas e eficazes”, completa José Lazaro.

Ele explica ainda que, a seu ver, as técnicas de comunicação e oratória exercitadas poderão contribuir muito para a melhoria da qualidade das aulas visto que as mensagens poderão ser emitidas de maneira mais assertiva, o que tende a aumentar o interesse dos alunos para o aprendizado. “Foi excelente! A cada semestre recebemos uma capacitação específica que permite que os docentes possam evoluir constantemente. Só tenho a agradecer à Facens e, de maneira especial, aos organizadores da Conexão Docente pelas oportunidades que nos são oferecidas a cada semestre”, resume o coordenador.

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