Plataforma de Conteúdo Facens

Engenheiro formado pela Facens é congressista em evento de tecnologia, na Europa

Por: - aproximadamente 2 meses

Engenheiro formado pela Facens é congressista em evento de tecnologia, na Europa

De 8 a 10 de maio, em Caparica, Portugal, aconteceu a 10ª edição da Advanced Doctoral Conference on Computing, Electrical and Industrial Systems (DoCEIS 2019), que teve entre os participantes o aluno de pós-graduação da Facens Felipe Crispim da Rocha Salvagnini. No evento, com foco em inovação tecnológica para sistemas industriais e de serviços, Felipe pôde apresentar um artigo publicado nos anais da Conferência. A publicação resulta da continuidade de um trabalho que teve início com a sua conclusão de curso em Engenharia Mecatrônica, desenvolvido na época por ele e por seus colegas Lucas Nunes Monteiro, os doutorandos Edinei P. Legaspe e Fernando Deluno Garcia, além do Prof. Dr. Diolindo José dos Santos Filho. O projeto foi proposto no contexto das Smart Cities, com o objetivo de otimizar o uso de recursos hídricos.

A essência desse evento leva em conta a evolução tecnológica decorrente das transformações da chamada 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0, movimento caracterizado pelo incremento da digitalização e interconexão de sistemas, produtos e modelos de negócios. Inclui ainda a interconexão entre o mundo físico e o universo cibernético, envolvendo tecnologias cada vez mais utilizadas no mundo todo, como a Internet das Coisas (IoT). Todo esse cenário propicia o desenvolvimento das chamadas “tecnologias exponenciais”, que estão hoje no centro das inovações e foram o foco de atenção no evento. Felipe é graduado em engenharia mecatrônica pela Facens, onde cursa atualmente pós-graduação em Ciência dos Dados.

E o que abriu as portas para sua participação como congressista, além disso, foi sua atuação, à época, como engenheiro no Centro de Referência em IoT na Facens. O Centro é fruto de uma parceria entre a Facens e a Qualcomm, para o desenvolvimento de soluções no contexto de IoT, mas envolvendo também Inteligência Artificial, Visão Computacional, Conectividade e Sistemas Embarcados. Atualmente, Felipe é engenheiro de visão computacional em uma startup em São Paulo.

Em sua jornada, antes de chegar ao local do evento, Felipe teve a oportunidade de visitar a capital Lisboa e as cidades de Sintra e Aveiro, onde conheceu a Universidade de Aveiro, uma das instituições parceiras da Facens. “Lá eu estive com o Prof. Dr. Pedro Fonseca, que me apresentou alguns trabalhos desenvolvidos na área de robótica e outros de visão computacional e inteligência artificial. Também fui apresentado à Profa. Dra. Susana Sargento, que me mostrou trabalhos que utilizam os conceitos de Internet das Coisas, cidades inteligentes e conectividade em geral”, relata o aluno.


Entre os projetos com os quais teve contato ele destaca:
- Sistema de visão computacional para controle de qualidade de cortiças;

- Robô submarino para sensoreamento remoto;

- Simulações robótica em geral;

- Futebol de robôs (Middle-Size)

todos sob a condução do Prof. Dr. Pedro Fonseca. Aliás, sobre esse último, ele avalia existir um forte potencial para parcerias com a Facens, uma vez que alunos daqui já desenvolvem projeto semelhante, de futebol com robôs (em Small-Size).

 

Já sobre as áreas de IoT, cidades inteligente e conectividade, acompanhados pela Profa. Dra. Susana Sargento, ele pôde projetos como os de:

- Redes veiculares,

- Redes para transportes públicos;

- Utilização de drones como ponto de acesso para coletar dados de locais remotos.

 

Entre as outras experiências obtidas na viagem, o aluno relata ainda a visita à Universidade de Porto, onde foi recebido pelo Prof. Dr. Luis Miguel Pinho de Almeida. “Ele me apresentou os trabalhos desenvolvidos na área de sistemas embarcados. E comentou sobre a possibilidade de uma parceria daquela universidade com a Facens, uma vez que há interesse demonstrado de ambas as partes. Observei trabalhos interessantes da universidade na área médica, com a utilização de inteligência artificial e visão computacional.”

Por fim, além de participar da Conferência, em Caparica, apresentando o seu trabalho, Felipe ainda pôde representar uma equipe de pesquisadores da USP, que não teve condições de estar presente. “Vale observar que a maior parte dos trabalhos apresentados eram teses em desenvolvimento, para a obtenção do título de PhD, portanto tomou-se conhecimento de muitas abordagens inovadoras, em temas como conectividade, indústria 4.0, blockchain, inteligência artificial, entre outros.”

Foi uma experiência que, com certeza, enriqueceu muito o currículo de Felipe. “Não só pelos contatos feitos em Porto e Aveiro, mas também no congresso. Pude conversar e trocar contatos com pesquisadores do mundo todo que atuam na área de meu interesse. Além disso, poder participar de um evento internacional e apresentar meu trabalho em inglês também potencializa meu currículo”, ele revela.

Comentários